segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Secretário de Turismo da Bahia articula manutenção das operações dos navios de cruzeiro em Ilhéus

Secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar

O secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar, afirmou nesta segunda-feira (23), em entrevista a uma rádio de Salvador, que o município de Ilhéus não ficará sem atracações de navios de passageiros, apesar do anúncio de que a MSC Cruzeiros pretende retirar a cidade da rota da temporada 2026-2027. Segundo ele, o governo estadual já articula uma reunião com a direção da companhia para discutir alternativas e buscar a manutenção das operações no destino.

Bacelar explicou que os setores aéreo e de cruzeiros ainda enfrentam reflexos da pandemia da Covid-19, o que tem levado empresas como a MSC e a Costa Cruzeiros a reduzir o número de navios destinados à América do Sul. Com menos embarcações operando no verão sul-americano, alguns destinos acabam ficando fora da programação. O secretário ressaltou, no entanto, que a Bahia tem diversificado sua estratégia, atraindo navios menores para atracações não apenas em Ilhéus e Salvador, mas também em Porto Seguro, Itacaré e Barra Grande.

Estima-se que cada escala de navio injete na cidade entre 1,5 e 2 milhões de reais na economia local, beneficiando setores como alimentação, transporte e artesanato.

A operadora alegou que em Ilhéus a falta de previsibilidade, as dificuldades com a infraestrutura e os riscos operacionais eram incompatíveis com seus protocolos internos, porem o secretário descartou qualquer relação entre a decisão da MSC e um episódio envolvendo taxistas e motoristas de aplicativo, que bloquearam a saída dos turistas do porto, classificando o caso como pontual e já solucionado com a intervenção do Governo do Estado e da prefeitura.

Outro fator apontado foi a exigência de redução na emissão de CO₂, que tem levado companhias a concentrar rotas no Sudeste para diminuir o tempo de navegação em alto-mar. “Estamos trabalhando para superar essa questão”, afirmou o secretário que segundo ele o Governo da Bahia, através da Secretaria de Turismo, trabalha para reverter a decisão, garantindo a organização do receptivo local e melhorias na infraestrutura portuária.

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