A antiga Cesta do Povo voltou ao centro do debate político após a operação da Polícia Federal que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner. O caso envolve investigações sobre supostas fraudes financeiras ligadas ao Banco Master e trouxe à tona a relação entre a privatização da rede baiana e o atual sistema de crédito investigado.Segundo o próprio senador, a ligação começou em 2018, durante o processo de venda da Cesta do Povo, antiga rede de mercados do governo da Bahia. Na época, o negócio incluía o Cartão Cesta, benefício destinado a servidores públicos estaduais.
Após a privatização, o cartão passou por mudanças e se transformou no CredCesta, produto financeiro que ganhou força no mercado e passou a integrar operações ligadas ao grupo empresarial de Augusto Ferreira Lima, conhecido como Guga Lima, ex-sócio do Banco Master.
Jaques Wagner afirma que a negociação da Cesta do Povo ocorreu dentro da legalidade e nega qualquer envolvimento com as irregularidades investigadas pela Polícia Federal. Em declarações recentes, o senador disse estar tranquilo e destacou que o Banco Master ainda não existia na época da venda.
A Polícia Federal investiga agora se houve desdobramentos financeiros e operações que possam conectar a privatização da Cesta do Povo ao esquema bilionário apurado no caso Banco Master. Até o momento, Wagner não é réu e segue sendo investigado.
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