Azi quer que União ofereça alternativas para compensar custos de empresas com redução da jornada
O relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata da escala 6×1, deputado federal baiano Paulo Azi (União Brasil), saiu em defesa do governo federal das críticas feitas pelo setor produtivo às discussões sobre a redução da jornada de trabalho.
Após a proposta avançar na Câmara dos Deputados, confederações que representam segmentos econômicos passaram a publicar estudos advertindo para o impacto da medida sobre os custos de empresas. Segundo um estudo do BTG Pactual divulgado na última quarta-feira (25), a redução da jornada de trabalho pode ter um impacto negativo no Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda, da sigla em inglês) das empresas do setor de saúde de algo entre 3% e 3,5%.
Em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, Azi disse que o governo pode oferecer alternativas para que a conta não sobre apenas para os setores mais intensivos em mão de obra. O deputado baiano acredita que a PEC do fim da escala 6×1 trará avanços para a classe trabalhadora.
“Você tem setores da nossa economia que são muito intensivos em mão de obra, que o peso da mão de obra no custo de produção daquilo que ele oferta é muito grande. E a redução, que ainda nós não sabemos em que nível vai se dar, vai impactar de forma muito mais forte em relação a outros setores”, afirmou Azi.
“A participação do governo é fundamental. Ele pode oferecer alternativas e soluções consensuais para que esses setores possam ser de alguma forma também protegidos, para que a conta não fique só para eles”, emendou.
Paulo Azi também defendeu a posição do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que quer tratar do tema como uma PEC e não de um projeto de lei, como queria o governo Lula.


