sábado, 22 de agosto de 2026

Vereadores Vinícius, Tandick e Nal não foram no evento de inauguração do comitê de ACM Neto


Falta de Tandick Resende, Vinícius Alcântara e Nal Araújo foi comentada durante o ato e reacende especulações sobre a relação da bancada com o Prefeito e a liderança estadual do partid
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O Comitê de Campanha do União Brasil 44 foi oficialmente inaugurado nesta sexta-feira (21), às 17h44, em Ilhéus. O espaço está localizado na Avenida Soares Lopes, uma das áreas mais valorizadas da cidade, e contou com a presença do ex-prefeito de Salvador e liderança do União Brasil, ACM Neto. O evento reuniu lideranças políticas, apoiadores e integrantes da estrutura partidária na cidade.

A ausência dos três vereadores do União Brasil na solenidade, no entanto, chamou a atenção. Tandick Resende de Moraes Júnior, Ednaldo Lopes de Araújo Filho, o Nal Araújo, e Vinícius Rodrigues de Alcântara Silva não participaram fisicamente do ato. Dois destes parlamentares já manifestaram publicamente que não possuem compromisso político com ACM Neto e Nal até agora tem se mantido frio e afastado da campanha, posições que, do ponto de vista político-eleitoral, abre espaço para que possam apoiar outros candidatos nas eleições.

No caso de Nal Araújo, apesar de o vereador não ter comparecido pessoalmente à inauguração, integrantes de sua assessoria estiveram presentes e o representaram no ato político. Até o momento, entretanto, não houve esclarecimento público sobre o motivo da ausência do parlamentar. A situação acabou chamando ainda mais atenção entre os participantes, diante da presença de uma das principais lideranças estaduais do partido.

A ausência simultânea dos três vereadores foi percebida e comentada por pessoas presentes na inauguração. O episódio alimenta especulações sobre o nível de alinhamento político entre a bancada do União Brasil e a direção estadual da legenda, além de levantar questionamentos sobre a solidez da base política do prefeito de Ilhéus. Resta saber se o distanciamento demonstrado pelos parlamentares será apenas circunstancial ou se poderá resultar em novos movimentos no cenário político local.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

ACM Neto evita usar nome do avô para diminuir rejeição de eleitor de Lula


O ex-prefeito de Salvador e candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), tem adotado uma estratégia diferente na identidade de sua campanha eleitoral. Em materiais de divulgação, postagens nas redes sociais e adesivos, o político passou a ser apresentado apenas como “Neto”, deixando de lado a referência ao sobrenome ACM, ligado à tradicional família política baiana.

A estratégia também acontece em um estado onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém forte apoio eleitoral. No segundo turno da eleição presidencial de 2022, Lula recebeu 72% dos votos válidos na Bahia. ACM Neto busca, neste cenário, impedir que o PT conquiste o sexto mandato consecutivo no comando do Governo da Bahia.

Para o jornal O Globo, o cientista político Cláudio André de Souza, da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, disse que a redução do uso do nome ACM pode fazer parte de uma estratégia para aproximar a candidatura de eleitores identificados com Lula.

“Diferente de 2022, quando ACM Neto dá largada na campanha com a reedição de um jingle histórico do avô, o candidato agora abandona a perspectiva de reforçar o vínculo com o carlismo. Há o reconhecimento do peso do lulismo como preditor de votos na Bahia. Isso se dá em um contexto no qual ACM montou uma chapa mais inclinada à direita, com a presença do PL.”, disse.

Origem social não pode limitar o futuro dos jovens diz Adélia Pinheiro


A professora Adélia Pinheiro (PT) defendeu políticas que mantenham os jovens na escola, respeitem diferentes ritmos de aprendizagem e ampliem o acesso à universidade e ao mundo do trabalho. A candidata a deputada federal abordou o tema em entrevista concedida nesta quinta-feira (20) ao Aborduna Podcast, produzido e apresentado por Rafael Santos.

“Um estudante, um jovem, pode escolher ser pedreiro, sem problema. O que eu discuto é que ele não pode ser obrigado a ser o que o pai é por falta de oportunidade”, afirmou Adélia.

Ao criticar quem se opõe às políticas de permanência escolar, a candidata relacionou o debate à reprodução das desigualdades. “Na verdade, esse grupo utiliza a educação como uma forma de exclusão e de repetição de padrões sociais. O que eles defendem é que o filho de pedreiro não possa ser engenheiro”, disse.

Adélia citou o regime de progressão parcial adotado pela rede estadual. O modelo permite que o estudante avance para a série seguinte e refaça somente as disciplinas nas quais não foi aprovado. “Isso é uma oportunidade. Foi uma estratégia importante que o Governo do Estado da Bahia passou a adotar, que garante a presença do estudante na escola e diminui a evasão escolar”, explicou.

Segundo Adélia, obrigar o aluno a cursar novamente todas as disciplinas aumenta o risco de abandono. “Quando o estudante é reprovado, ele repete as matérias em que já demonstrou conhecimento junto com aquelas em que ainda não alcançou a aprovação. Isso, para a juventude atual, é de muito desestímulo, e a gente por isso perdia muitos estudantes.”

A candidata também citou as escolas de tempo integral abertas às famílias e às comunidades. Um dos exemplos foi o Colégio Estadual de Tempo Integral Nelson Schaun, em Ilhéus, que recebe atividades esportivas, oficinas e aulas de boxe. A modalidade começou voltada às meninas e já revelou atletas que participam de competições.

“Esse é o papel da escola: atrair a família, atrair a juventude e fazer com que o estudante esteja aprendendo em um lugar de segurança”, afirmou.

Professora, ex-reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz e ex-secretária da Educação da Bahia, Adélia pretende levar essa experiência para a Câmara dos Deputados. Entre suas prioridades estão o financiamento da educação pública, a ampliação do ensino integral, a permanência estudantil e o acesso à educação técnica e superior.

Supremo volta a Discutir sobre a necessidade diploma para jornalistas, que ele mesmo suspendeu


Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), defenderam uma nova discussão sobre a exigência de diploma para o exercício do jornalismo no Brasil....

A regra foi considerada inconstitucional pela Corte em 2009, mas voltou ao debate na 3ª feira (18.ago). Dino disse que o sigilo da fonte não pode ser um direito para “desinformar”. Moraes declarou que a liberdade de imprensa não pode ser usada para “cometimento de crimes”.

A exigência do diploma é pouco usual entre parceiros diplomáticos e comerciais do Brasil. Países como Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Chile, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido, Suécia e Suíça não exigem um diploma específico em jornalismo para o exercício da profissão.

Canadá, Coreia do Sul, México, Rússia e Índia também não dispõem de obrigatoriedades formais para o exercício do jornalismo. Em alguns desses países, existem outras formas de regulamentação ou de reconhecimento profissional, como testes de conhecimento e registros. Já entre os países que exigem o diploma para jornalistas exercerem a função profissional estão: África do Sul; Arábia Saudita; Bolívia; Costa do Marfim; Equador; Haiti; Honduras; Síria; Tunísia; Ucrânia; Venezuela. 

Gilmar Mendes teve papel central na discussão anterior. Em 2009, ele foi o relator do Recurso Extraordinário (RE) 511.961, que levou o STF a derrubar a exigência de diploma de jornalismo como requisito para o exercício da profissão. Na ocasião, o entendimento do ministro foi acompanhado pela maioria da Corte.

O debate retoma um tema que já foi analisado pelo Supremo e envolve a possibilidade de voltar a exigir formação superior específica para o exercício da profissão de jornalista no país. Uma eventual mudança poderá ocorrer por meio de uma nova decisão do STF ou pela aprovação, na Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 206/2012, já aprovada pelo Senado Federal.





Bebeto leva campanha às ruas de Ilhéus neste sábado (22)

A população é convidada a caminhar lado a lado com o candidato


O candidato a deputado federal Bebeto (5513) dará início oficial à sua campanha em Ilhéus neste sábado (22), com uma caminhada que percorrerá ruas do centro da cidade. O ato político está marcado para as 15h, com concentração na Praça Santa Rita, no bairro da Conquista. A mobilização tem como destino o comitê de campanha do candidato, localizado na Avenida Canavieiras, em frente ao IME.

O trajeto marca o início de uma jornada que, segundo Bebeto, “é parte do nosso compromisso com Ilhéus e região. A nossa campanha nasce do diálogo, da presença e da força do nosso povo”, reiterou.

O ato reunirá lideranças políticas de Ilhéus e de municípios da região, que devem comparecer para reforçar o apoio ao candidato. Na ocasião, será inaugurado o comitê central, espaço que dará suporte às atividades da campanha.

Para mais informações, acesse: https://bebetogalvao.com.br/noticias/