quinta-feira, 18 de junho de 2026

O dia em que o “mimimi” da perseguição morreu – e o Banco Master enterrou de vez a narrativa bolsonarista

Quando o dinheiro sujo corre solto, ele molha a todos, e o “mimimi” acabou. Agora, resta ao Brasil assistir à faxina, torcendo para que, desta vez, a vassoura passe por todos os cantos

Do Site Agravo.com.br

A narrativa que alimentou o bolsonarismo nos últimos anos – a de que haveria uma “perseguição” orquestrada pelo Judiciário e pela Polícia Federal contra a direita – sofreu um golpe letal nesta quinta-feira (18). A nova fase da Operação Compliance Zero não apenas amplia o rastro do escândalo do Banco Master, mas desmonta, com provas concretas, o discurso de que as investigações seriam seletivas. O alvo da vez é Jaques Wagner, atual líder do governo no Senado, um dos mais próximos aliados do presidente Lula e figura histórica do PT. 

A nova fase da Operação Compliance Zero ampliou o alcance das investigações envolvendo o Banco Master e passou a atingir nomes de diferentes espectros políticos, incluindo figuras ligadas ao governo federal. Entre os citados está o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, o que reforça a percepção de que as apurações não se restringem a um único grupo político. O avanço das investigações ocorre em meio a um cenário de crescente atenção sobre possíveis esquemas de financiamento irregular e relações indevidas entre o setor público e instituições financeiras.

A condução das investigações pela Polícia Federal tem gerado repercussão no Congresso Nacional, onde parlamentares demonstram preocupação com o avanço das apurações. A manutenção da autonomia da instituição, sem interferência direta do Poder Executivo, tem sido apontada como fator determinante para o aprofundamento dos trabalhos. Especialistas avaliam que esse contexto pode indicar um momento de maior independência institucional, permitindo que casos envolvendo diferentes agentes públicos sejam investigados de forma mais abrangente.

O caso do Banco Master já é considerado um dos mais complexos em andamento, com potencial de atingir diversas esferas de poder. As apurações seguem em curso e podem trazer novos desdobramentos nas próximas semanas, incluindo a possível inclusão de outros nomes relevantes da política e do setor financeiro. Diante disso, cresce a expectativa por maior transparência e responsabilização, à medida que as autoridades buscam esclarecer a extensão das irregularidades investigadas.





Não existe conexão entre a Cesta do Povo e o Banco Master, entenda o caso


A antiga Cesta do Povo voltou ao centro do debate político após a operação da Polícia Federal que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner. O caso envolve investigações sobre supostas fraudes financeiras ligadas ao Banco Master e trouxe à tona a relação entre a privatização da rede baiana e o atual sistema de crédito investigado.

Segundo o próprio senador, a ligação começou em 2018, durante o processo de venda da Cesta do Povo, antiga rede de mercados do governo da Bahia. Na época, o negócio incluía o Cartão Cesta, benefício destinado a servidores públicos estaduais.

Após a privatização, o cartão passou por mudanças e se transformou no CredCesta, produto financeiro que ganhou força no mercado e passou a integrar operações ligadas ao grupo empresarial de Augusto Ferreira Lima, conhecido como Guga Lima, ex-sócio do Banco Master.

Jaques Wagner afirma que a negociação da Cesta do Povo ocorreu dentro da legalidade e nega qualquer envolvimento com as irregularidades investigadas pela Polícia Federal. Em declarações recentes, o senador disse estar tranquilo e destacou que o Banco Master ainda não existia na época da venda.

A Polícia Federal investiga agora se houve desdobramentos financeiros e operações que possam conectar a privatização da Cesta do Povo ao esquema bilionário apurado no caso Banco Master. Até o momento, Wagner não é réu e segue sendo investigado.

Com merenda na mira da Polícia Federal, prefeito do União Brasil de ACM Neto contrata sem licitação curso para ensinar servidores a contratar sem licitação


Pode até parecer brincadeira, mas é oficial. A gestão do prefeito de Ilhéus, Valderico Junior (União), aliado do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), contratou uma empresa para ensinar servidores municipais a fazer contratações públicas sem licitação. Para piorar, a prefeitura já está na mira da Polícia Federal, sendo alvo de uma investigação sobre desvios em contrato de R$ 15,5 milhões da merenda escolar. 

A empresa Multitreine Treinamento e Capacitação Ltda, com sede em Salvador, foi contratada por inexigibilidade para capacitar quatro servidores da prefeitura de Ilhéus em contratações públicas realizadas sem licitação. 

Ou seja, nem mesmo a empresa responsável por ministrar as aulas foi submetida ao rigor dos processos licitatórios. Mas o plano do município parece ser expandir ainda mais essa prática. O curso “Contratação sem Licitação” foi realizado entre os dias 7 e 8 de abril, em Itabuna.  


O extrato de publicação da contratação da empresa que prestou o curso, no entanto, só foi publicado no Diário Oficial do Município na última quinta-feira (11), quase dois meses após as aulas. 

Enquanto isso, a gestão municipal está no radar da Polícia Federal. Em 21 de maio, após os servidores participarem do curso, a PF deflagrou uma operação em Ilhéus contra supostas fraudes em contratos públicos. As investigações apontam suspeitas de direcionamento da contratação, conluio entre as empresas participantes e sobrepreço estimado em mais de R$ 1,7 milhão na merenda escolar do município. 

Valderico Junior e ACM Neto têm mais em comum do que o partido. São amigos e aliados dentro do mesmo projeto político. O ex-prefeito de Salvador cumpriu agenda em Ilhéus em abril para, segundo ele, discutir um "plano de governo sinalizando para o futuro". Durante a Bahia Farm Show, na semana passada, Valderico voltou a reafirmar o apoio a Neto.



PF cumpre buscas contra Jacques Wagner, no Corrredor da Vitória em Salvador

Polícia Federal também cumpre mandados em empresas e residências de Augusto Lima na Bahia

A Polícia Federal está novamente nas ruas, desta vez em Salvador em uma nova fase da Operação Compliance Zero, que tem como alvos os envolvidos no caso do Banco Master, nesta quinta-feira, 18. O principal alvo da nova fase é o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado, segundo o Estadão.

Buscas também acontecem em empresas e residências de Augusto Lima na Bahia, São Paulo e Brasília. Ele é ex-sócio de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e foi responsável por implementar no governo da Bahia um sistema de crédito consignado para servidores públicos que, depois, foi levado para o Banco Master, o Credcesta. O sistema constituía o principal ativo financeiro do banco.

Ao todo, são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça. As ações acontecem na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. A decisão inclui medidas cautelares como a proibição de contato entre os investigados, a suspensão de passaportes e o uso de monitoração eletrônica.

Os investigadores também suspeitam que Jaques Wagner tenha atuado em pautas consideradas estratégicas para o Banco Master. Entre elas estão uma proposta que ampliava os limites do crédito consignado e a chamada “Emenda Master”, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), que previa elevar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para aplicações em CDBs, principal produto utilizado pelo banco para captar recursos. Há também informações de que o Senador envidou esforços para que o Banco Central autorizasse a compra do Banco Master pelo BRB, o Banco de Brasília.

As defesas de Jaques Wagner e de Augusto Lima não se manifestaram até o momento.


quarta-feira, 17 de junho de 2026

Cacau acompanha melhora do ambiente externo e volta a se aproximar dos US$ 4 mil por tonelada

 Por: Claudemir Zafalon do www.mercadocacau.com.br

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O mercado internacional do cacau iniciou a semana em recuperação, acompanhando o sentimento mais positivo observado nos mercados financeiros globais. A melhora do ambiente externo foi impulsionada pelo acordo preliminar anunciado entre Estados Unidos e Irã, que reduziu temporariamente as preocupações geopolíticas no Oriente Médio e trouxe maior apetite por ativos de risco.

Embora os investidores ainda aguardem detalhes sobre os termos do entendimento entre os dois países, a expectativa de normalização do tráfego marítimo na região do Golfo Pérsico contribuiu para a queda dos preços do petróleo. A redução dos custos energéticos e logísticos tende a favorecer a atividade econômica global, fortalecendo as perspectivas para o consumo de commodities e produtos industrializados.

Nesse cenário, o mercado de cacau encontrou suporte para avançar, mesmo sem notícias específicas relacionadas à oferta ou demanda da matéria-prima. O contrato setembro, atualmente o mais líquido da bolsa de Nova York, segue negociando dentro da faixa de preços registrada na sessão anterior, mas mantém viés positivo sustentado pelo ambiente macroeconômico mais favorável.

Do ponto de vista técnico, operadores acompanham com atenção uma lacuna de preços (gap) deixada pelo mercado entre US$ 3.942 e US$ 3.954 por tonelada. Analistas gráficos observam que esse tipo de movimento costuma atrair ajustes posteriores dos preços, podendo influenciar o comportamento das negociações nos próximos pregões.