terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Ilhéus recebe viatura exclusiva para atuação da Ronda Maria da Penha


Na manhã desta terça-feira, dia 27, foi realizada em Ilhéus a cerimônia de entrega de uma viatura destinada à Ronda Maria da Penha. O ato aconteceu na sede do Comando de Policiamento da Região Sul, no bairro do Iguape, e reuniu soldados da corporação, o comandante coronel Ferreira Lopes, além de representantes dos poderes públicos municipal e legislativo.

Estiveram presentes a vice-prefeita e secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Wanessa Gedeon, as vereadoras Enilda Mendonça, presidenta da Frente Parlamentar de Mulheres, e Rúbia Carvalho, vice-presidenta da Frente Parlamentar de Mulheres, além dos vereadores Kêko Pizza e Maurício Galvão. A viatura ficará alocada na 68ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) e representa a união de esforços institucionais para o fortalecimento da segurança pública e da rede de proteção às mulheres vítimas de violência, especialmente aquelas que possuem medidas protetivas em vigor ( atualmente, cerca de 200 em todo o município).

Durante a cerimônia, a vereadora Enilda Mendonça destacou o trabalho da Frente Parlamentar de Mulheres para a implantação da Ronda Maria da Penha em Ilhéus, relembrando o esforço coletivo necessário para tornar a política pública uma realidade no município. Em sua fala, afirmou que “conseguir isso não foi um privilégio, mas uma obrigação de quem luta pela defesa da vida das mulheres”, celebrando também a chegada do novo equipamento, resultado de uma demanda apresentada pela Frente Parlamentar de Mulheres ao Governo do Estado da Bahia.

As demais autoridades presentes também ressaltaram a sensibilidade, o diálogo institucional e o empenho do comandante coronel Ferreira Lopes no fortalecimento das ações voltadas à proteção das mulheres, reconhecendo a importância de uma atuação integrada e comprometida das forças de segurança com as políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero no município.

Iemanjá não é palco. É fé. Por Emenson Silva


O dia 02 de fevereiro não é um detalhe no calendário. Não é uma data decorativa, tampouco um pretexto para mais um palco montado, mais uma banda contratada, mais um post bonito nas redes sociais da Prefeitura. O dia 02 de fevereiro é dia de Iemanjá. E isso, por si só, deveria bastar.

Falo como cidadão de Ilhéus. Falo como professor. Mas falo, sobretudo, como homem de fé, que aprendeu desde cedo que o sagrado não se negocia e que tradição não se improvisa.

O que temos assistido nos últimos tempos é um movimento preocupante de esvaziamento simbólico da Festa de Iemanjá. Um processo silencioso, mas eficiente, de transformar uma celebração ancestral em um produto institucional, onde a fé vira pano de fundo e o holofote aponta sempre para o mesmo lugar: o poder público.

Não se trata aqui de ser contra festa, música ou manifestação cultural. O problema começa quando o chamado “profano” passa a ocupar todo o espaço e o sagrado é empurrado para as margens. Quando a devoção vira cenário. Quando o tambor perde voz para o trio elétrico. Quando a oferenda é tratada como folclore e não como rito.

Mais grave ainda é perceber que, diante de um impasse histórico e legítimo entre os próprios grupos religiosos, a Prefeitura não opta pelo caminho mais óbvio e respeitoso: o diálogo. Ouvir quem faz a festa acontecer há décadas. Sentar com as lideranças. Construir coletivamente. Unificar não apenas no discurso, mas no propósito.

Ao invés disso, o que se apresenta é uma lógica perigosa: se não houver acordo entre vocês, eu faço a minha festa. Uma festa “oficial”. Uma festa “da Prefeitura”. Uma festa com assinatura, com logomarca, com agenda, com foto aérea. Uma festa que resolve o problema administrativo, mas ignora completamente o problema espiritual.

Isso não é mediação. Isso é sequestro simbólico.

Quando o Estado se coloca acima da fé, quando transforma a tradição em vitrine e ameaça substituí-la por um evento próprio, o recado é claro: o que importa não é Iemanjá, são as manchetes. Não é o povo de santo, é o engajamento. Não é o respeito, é o alcance.

Ilhéus gosta de se vender como terra do sincretismo, mas continua tratando as religiões de matriz africana como algo tolerável, nunca central. Aceita desde que não incomode, desde que não reivindique protagonismo, desde que não exija escuta.

O que está em jogo aqui não é apenas uma festa. É o reconhecimento de que existem pessoas que vivem o 02 de fevereiro como um dia de obrigação, de entrega, de silêncio e de reverência. Pessoas que não querem palco, querem respeito. Que não querem banda, querem licença para cultuar. Que não querem favor do poder público, querem que ele não atrapalhe.

No editorial que escrevi sobre o Dia de Todos os Santos, em novembro de 2025, eu disse que a intolerância, muitas vezes, não grita. Ela se manifesta no silêncio, na omissão, no gesto institucional que parece neutro, mas escolhe um lado. Aqui, mais uma vez, vemos o sagrado sendo instrumentalizado, domesticado, adaptado à lógica do evento e não da fé.

Iemanjá não precisa de Prefeitura para existir. Nunca precisou. Mas o poder público precisa decidir se quer ser ponte ou muro. Se quer fortalecer uma tradição ou usá-la como pano de fundo para sua própria promoção.

O dia 02 de fevereiro não é da gestão. Não é do prefeito. Não é do marketing. É de Iemanjá. E quem não entende isso, talvez ainda não tenha aprendido que fé não se administra. Se respeita.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Deputado Paulo Magalhães anuncia investimentos para o Hospital de Itacaré durante os 294 anos do município


Durante as comemorações pelos 294 anos de emancipação política de Itacaré, o deputado federal Paulo Magalhães anunciou investimentos para a revitalização e modernização do Hospital Municipal de Itacaré, uma demanda histórica da população.

O anúncio foi feito após a missa em ação de graças, que reuniu o prefeito Nego de Saronga, o vice-prefeito Zé, vereadores e a comunidade da sede, de Taboquinhas e da zona rural. Na ocasião, o parlamentar também reafirmou o compromisso com a destinação de emendas para obras estruturantes, como o aeródromo de Itacaré, que será tratado em agenda com o prefeito no Ministério dos Portos e Aeroportos, em Brasília.

Paulo Magalhães destacou ainda o empenho do deputado estadual Rosemberg Pinto junto ao Governo do Estado para garantir a pavimentação da BA-654, no trecho que liga a Vila Maria à BR-101, considerada uma obra fundamental para a mobilidade e o desenvolvimento da região.

Em fala durante o evento, o deputado federal ressaltou a importância da intervenção no hospital municipal:

“Itacaré já oferece uma saúde que funciona, com médicos em todas as unidades. O que vamos fazer agora é modernizar a estrutura do hospital, garantindo mais dignidade para a população. Essa é uma obra que o prefeito Nego de Saronga vai marcar na história do município”, afirmou Paulo Magalhães.

EUA ameaçam com força militar vizinhos no Hemisfério Ocidental


O governo de Donald Trump quer barrar a influência de seus rivais geopolíticos Rússia e China do Hemisfério Ocidental e ameaçou empregar ação militar contra países do continente que não cooperarem ou ainda obstruírem seus objetivos.

A ameaça, estendida a quem não colaborar com as ações de combate ao narcotráfico, está na nova Estratégia Nacional de Defesa dos EUA, publicada pelo Departamento de Guerra norte-americano na última sexta-feira (23). O intuito, segundo a estratégia, é assegurar aos EUA plena dominância militar e comercial "do Ártico à América do Sul".

A Estratégia Nacional de Defesa serve como guia das políticas e mobilizações militares planejadas para os próximos anos do governo dos EUA, além de detalhar como implementar a Estratégia de Segurança Nacional, divulgada em dezembro.

No novo documento, ao mesmo tempo em que fala em cooperação na base da "boa-fé" com os vizinhos, o governo Trump deixou a porta aberta para ações militares onde e quando julgar que seus interesses não estão sendo atendidos, e utilizou a operação militar em Caracas que depôs o ditador venezuelano Nicolás Maduro como exemplo de ações que o Exército norte-americano pode empregar no futuro.

A gestão de Donald Trump explica ainda como aplicará o lema que tem repetido desde a captura do venezuelano Nicolás Maduro, o de que "este é o nosso hemisfério". E fala de garantir "o acesso militar e comercial dos EUA a áreas estratégicas fundamentais, especialmente o Canal do Panamá, o Golfo da América e a Groenlândia.

A política de defesa do 2º mandato do governo Trump, segundo o documento do Departamento de Guerra, busca a "paz por meio da força" e começa nas fronteiras dos EUA, passa pelo Domo de Ouro e termina no monitoramento e contenção de seus rivais globais, como a China e a Rússia, contando com a ajuda de aliados ao redor do mundo.

A MSC Cruzeiros, decidiu cancelar todas as escalas no Porto de Ilhéus

O cancelamento das escalas de cruzeiros da MSC em Ilhéus para a temporada 2026/2027 não foi consequência direta do protesto registrado no Porto na última quinta-feira, dia 22.

A cidade de Ilhéus perdeu um importante parceiro de fortalecimento do turismo. A MSC Cruzeiros, maior empresa de cruzeiros do mundo, decidiu cancelar todas as escalas no Porto de Ilhéus durante a temporada 2026/2027. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (22) e deve gerar impacto milionário na economia local.

A decisão da MSC representa um duro golpe para a economia de Ilhéus, com prejuízos que atingem comerciantes, guias turísticos, artesãos, bares, restaurantes, operadoras de passeio e o setor de transportes. Estima-se que milhões de reais deixem de circular no município com a ausência dos cruzeiros.

A retirada da MSC do calendário portuário coloca em xeque a organização, o diálogo entre os setores envolvidos e a capacidade de recepção de Ilhéus como destino turístico internacional, justamente em um momento em que a cidade busca consolidar sua imagem como porta de entrada do litoral sul da Bahia.

O secretário de Turismo de Ilhéus, Maurício Tavares lamentou, por mensagem a uma emissora de rádio da cidade,  a decisão da MSC Cruzeiros de suspender a temporada 2026/2027 no município.

Nela, o secretário relatou  reuniões com representantes da MSC e da Costa Cruzeiros, além do presidente da CLIA, associação que representa o setor de cruzeiros. Segundo ele, a decisão da MSC foi motivada por um conjunto de fatores e não por um único episódio. Entre esses fatores, destacou questões operacionais de atracagem e custos. Ele afirmou ainda que a Costa Cruzeiros também enfrenta dificuldades e que, inclusive, está deixando de operar não apenas em Ilhéus, mas em todo o Nordeste.

Por fim, o gestor afirmou que, apesar da surpresa com o posicionamento da MSC, o município não irá poupar esforços para enfrentar o cenário. Segundo ele, o foco não é apenas reverter perdas, mas ampliar oportunidades, construindo soluções em conjunto com parceiros e fortalecendo o posicionamento de Ilhéus como destino turístico, destacando sua vocação e potencialidade.