sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Liderança e Experiência: Soane Galvão e Marão articulam ofensiva para salvar temporada de cruzeiros em Ilhéus*


Preocupados com o  cancelamento das escalas da MSC em 2027, deputada e ex-prefeito relembram superação de crises anteriores e garantem que luta pela economia regional continua.

ILHÉUS – O cenário turístico de Ilhéus vive um momento de tensão após o anúncio da MSC Cruzeiros sobre o cancelamento de escalas para a temporada 2026/2027. Diante da gravidade, a Deputada Estadual Soane Galvão e o ex-prefeito Mário Alexandre (Marão) manifestaram profunda preocupação com o impacto direto no sustento de milhares de famílias ilheenses.

A saída dos navios representa uma perda incalculável para a cidade. Somente na última temporada, o setor injetou quase R$ 5 milhões na economia local, sustentando cerca de 500 empregos indiretos. Benefícios que vão desde o aumento nas vendas do comércio e artesanato até a movimentação vital para taxistas, guias de turismo e o setor gastronômico.

As lideranças ressaltam que os desafios logísticos no Porto do Malhado não são de hoje. Na gestão de Marão, problemas similares surgiram e ameaçaram a permanência das operadoras. No entanto, o diferencial sempre foi a capacidade de articulação política.

"Mesmo diante de dificuldades no passado, nós nunca fugimos da luta. Com diálogo e as alianças certas em Salvador e Brasília, conseguimos manter Ilhéus no mapa dos grandes navios. Agora não será diferente", pontuou o ex-prefeito Marão.

A deputada Soane Galvão reafirmou que está em contato direto com o Governo do Estado para assegurar investimentos em infraestrutura portuária. Para o grupo, o cancelamento não deve ser visto como um fato consumado, mas como um desafio que será vencido com a mesma determinação que protegeu o setor em crises passadas.

"Temos as armas políticas em mãos e a experiência de quem já resolveu problemas maiores. Ilhéus voltará a brilhar nas rotas internacionais", concluiu a parlamentar

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Escolha de candidato a presidente do PSD dependerá de grupo de notáveis do partido


O PSD adotará um modelo diferente no processo de escolha do candidato à presidência da República. Com Eduardo Leite, Ratinho Jr. e Ronaldo Caiado como pré-postulantes, a legenda comandada por Gilberto Kassab não realizará prévias para chegar ao nome final.

De acordo com Ronaldo Caiado, governador de Goiás e recém-filiado ao partido, um conselho formado por quatro integrantes será responsável pela escolha. O grupo, liderado por Kassab, contará com Guilherme Afif Domingos, Andrea Matarazzo e Jorge Bornhause...

“A escolha será feita por um colegiado do PSD com nomes como Gilberto Kassab, Jorge Bornhausen, Guilherme Afif e Andrea Matarazzo”, afirmou Caiado, em entrevista para o canal CNN Brasil.

Ronaldo Caiado anunciou a filiação ao PSD nesta terça-feira, 27, após sinalizar que deixaria o União Brasil, sua antiga legenda, caso não encontrasse espaço para ser candidato, o que acabou ocorrendo.

A definição sobre o nome escolhido pelo PSD deve acontecer nas próximas semanas.

O PSD tem agora três candidatos a presidente: Ronaldo Caiado: Governador de Goiás, Eduardo Leite: Governador do Rio Grande do Sul e Ratinho Júnior: Governador do Paraná

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Ilhéus recebe viatura exclusiva para atuação da Ronda Maria da Penha


Na manhã desta terça-feira, dia 27, foi realizada em Ilhéus a cerimônia de entrega de uma viatura destinada à Ronda Maria da Penha. O ato aconteceu na sede do Comando de Policiamento da Região Sul, no bairro do Iguape, e reuniu soldados da corporação, o comandante coronel Ferreira Lopes, além de representantes dos poderes públicos municipal e legislativo.

Estiveram presentes a vice-prefeita e secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Wanessa Gedeon, as vereadoras Enilda Mendonça, presidenta da Frente Parlamentar de Mulheres, e Rúbia Carvalho, vice-presidenta da Frente Parlamentar de Mulheres, além dos vereadores Kêko Pizza e Maurício Galvão. A viatura ficará alocada na 68ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) e representa a união de esforços institucionais para o fortalecimento da segurança pública e da rede de proteção às mulheres vítimas de violência, especialmente aquelas que possuem medidas protetivas em vigor ( atualmente, cerca de 200 em todo o município).

Durante a cerimônia, a vereadora Enilda Mendonça destacou o trabalho da Frente Parlamentar de Mulheres para a implantação da Ronda Maria da Penha em Ilhéus, relembrando o esforço coletivo necessário para tornar a política pública uma realidade no município. Em sua fala, afirmou que “conseguir isso não foi um privilégio, mas uma obrigação de quem luta pela defesa da vida das mulheres”, celebrando também a chegada do novo equipamento, resultado de uma demanda apresentada pela Frente Parlamentar de Mulheres ao Governo do Estado da Bahia.

As demais autoridades presentes também ressaltaram a sensibilidade, o diálogo institucional e o empenho do comandante coronel Ferreira Lopes no fortalecimento das ações voltadas à proteção das mulheres, reconhecendo a importância de uma atuação integrada e comprometida das forças de segurança com as políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero no município.

Iemanjá não é palco. É fé. Por Emenson Silva


O dia 02 de fevereiro não é um detalhe no calendário. Não é uma data decorativa, tampouco um pretexto para mais um palco montado, mais uma banda contratada, mais um post bonito nas redes sociais da Prefeitura. O dia 02 de fevereiro é dia de Iemanjá. E isso, por si só, deveria bastar.

Falo como cidadão de Ilhéus. Falo como professor. Mas falo, sobretudo, como homem de fé, que aprendeu desde cedo que o sagrado não se negocia e que tradição não se improvisa.

O que temos assistido nos últimos tempos é um movimento preocupante de esvaziamento simbólico da Festa de Iemanjá. Um processo silencioso, mas eficiente, de transformar uma celebração ancestral em um produto institucional, onde a fé vira pano de fundo e o holofote aponta sempre para o mesmo lugar: o poder público.

Não se trata aqui de ser contra festa, música ou manifestação cultural. O problema começa quando o chamado “profano” passa a ocupar todo o espaço e o sagrado é empurrado para as margens. Quando a devoção vira cenário. Quando o tambor perde voz para o trio elétrico. Quando a oferenda é tratada como folclore e não como rito.

Mais grave ainda é perceber que, diante de um impasse histórico e legítimo entre os próprios grupos religiosos, a Prefeitura não opta pelo caminho mais óbvio e respeitoso: o diálogo. Ouvir quem faz a festa acontecer há décadas. Sentar com as lideranças. Construir coletivamente. Unificar não apenas no discurso, mas no propósito.

Ao invés disso, o que se apresenta é uma lógica perigosa: se não houver acordo entre vocês, eu faço a minha festa. Uma festa “oficial”. Uma festa “da Prefeitura”. Uma festa com assinatura, com logomarca, com agenda, com foto aérea. Uma festa que resolve o problema administrativo, mas ignora completamente o problema espiritual.

Isso não é mediação. Isso é sequestro simbólico.

Quando o Estado se coloca acima da fé, quando transforma a tradição em vitrine e ameaça substituí-la por um evento próprio, o recado é claro: o que importa não é Iemanjá, são as manchetes. Não é o povo de santo, é o engajamento. Não é o respeito, é o alcance.

Ilhéus gosta de se vender como terra do sincretismo, mas continua tratando as religiões de matriz africana como algo tolerável, nunca central. Aceita desde que não incomode, desde que não reivindique protagonismo, desde que não exija escuta.

O que está em jogo aqui não é apenas uma festa. É o reconhecimento de que existem pessoas que vivem o 02 de fevereiro como um dia de obrigação, de entrega, de silêncio e de reverência. Pessoas que não querem palco, querem respeito. Que não querem banda, querem licença para cultuar. Que não querem favor do poder público, querem que ele não atrapalhe.

No editorial que escrevi sobre o Dia de Todos os Santos, em novembro de 2025, eu disse que a intolerância, muitas vezes, não grita. Ela se manifesta no silêncio, na omissão, no gesto institucional que parece neutro, mas escolhe um lado. Aqui, mais uma vez, vemos o sagrado sendo instrumentalizado, domesticado, adaptado à lógica do evento e não da fé.

Iemanjá não precisa de Prefeitura para existir. Nunca precisou. Mas o poder público precisa decidir se quer ser ponte ou muro. Se quer fortalecer uma tradição ou usá-la como pano de fundo para sua própria promoção.

O dia 02 de fevereiro não é da gestão. Não é do prefeito. Não é do marketing. É de Iemanjá. E quem não entende isso, talvez ainda não tenha aprendido que fé não se administra. Se respeita.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Deputado Paulo Magalhães anuncia investimentos para o Hospital de Itacaré durante os 294 anos do município


Durante as comemorações pelos 294 anos de emancipação política de Itacaré, o deputado federal Paulo Magalhães anunciou investimentos para a revitalização e modernização do Hospital Municipal de Itacaré, uma demanda histórica da população.

O anúncio foi feito após a missa em ação de graças, que reuniu o prefeito Nego de Saronga, o vice-prefeito Zé, vereadores e a comunidade da sede, de Taboquinhas e da zona rural. Na ocasião, o parlamentar também reafirmou o compromisso com a destinação de emendas para obras estruturantes, como o aeródromo de Itacaré, que será tratado em agenda com o prefeito no Ministério dos Portos e Aeroportos, em Brasília.

Paulo Magalhães destacou ainda o empenho do deputado estadual Rosemberg Pinto junto ao Governo do Estado para garantir a pavimentação da BA-654, no trecho que liga a Vila Maria à BR-101, considerada uma obra fundamental para a mobilidade e o desenvolvimento da região.

Em fala durante o evento, o deputado federal ressaltou a importância da intervenção no hospital municipal:

“Itacaré já oferece uma saúde que funciona, com médicos em todas as unidades. O que vamos fazer agora é modernizar a estrutura do hospital, garantindo mais dignidade para a população. Essa é uma obra que o prefeito Nego de Saronga vai marcar na história do município”, afirmou Paulo Magalhães.