domingo, 1 de fevereiro de 2026

SUTRAM contrata empresas no valor de R$ 9 milhões para auxiliar na fiscalização do trânsito em Ilhéus

Novos contratos preveem monitoramento eletrônico, fiscalização do trânsito e apoio à mobilidade urbana

A Autarquia Municipal de Transito de Ilhéus (SUTRAM) firmou dois contratos com empresas que atuam no setor, por meio de pregão eletrônico, que somam cerca de R$ 9 milhões.

Um dos contratos, feitos com a empresa MOBIT que tem sede na cidade de Caucaia, no Ceará, tem um valor de R$ 7.442.521,80 e tem por principal objetivo prestar serviços de monitoramento eletrônico, apoio à segurança pública e gestão da mobilidade urbana para atender às necessidades da autarquia municipal de trânsito de Ilhéus, conforme consta em documento vazado à um órgão de  imprensa de Salvador. O contrato foi assinado no dia 8 de outubro do passado e tem validade até outubro de 2026.

O outro contrato foi firmado com a W2E Soluções Tecnologia, com sede em Fortaleza. A empresa vai atuar no "apoio tecnológico ao processo de fiscalização, gestão de procedimentos e medidas administrativas inerentes às infrações de trânsito e demais atividades afins da autarquia municipal de trânsito de Ilhéus".

A referida empresa atua nas atividades de: pintura para sinalização em pistas rodoviárias e aeroportos, obras de urbanização - ruas, praças e calçadas e montagem e instalação de sistema e equipamentos de iluminação e sinalização em vias públicas, portos e aeroportos. O valor desse contrato é R$ 1.643.999,94 com vigência entre outubro de 2025 a outubro de 2026.

Movimento não tem Líder, não tem dono nasceu do diálogo coletivo


Um movimento formado por cidadãos, educadores e lideranças comunitárias tem ganhado força em Ilhéus ao cobrar mais transparência do poder público sobre a aplicação dos recursos arrecadados com multas de trânsito no município.

O professor Emenson Silva, um dos participantes do grupo, afirma que a mobilização é resultado de uma coordenação coletiva e que não se coloca como líder do movimento. Segundo ele, a iniciativa nasce do diálogo entre pessoas preocupadas com os rumos da cidade.

“Esse não é um movimento de vaidade ou protagonismo. É uma construção coletiva. Não existe dono. Existe responsabilidade com Ilhéus”, destacou.

De acordo com Emenson, a principal reivindicação é que o governo municipal apresente, de forma clara, os estudos de viabilidade, as planilhas de investimento e a destinação dos recursos provenientes das multas.

“A população precisa saber: quanto é arrecadado, onde esse dinheiro está sendo aplicado e qual é a real finalidade dessas multas. Falta transparência”, afirmou.

O movimento também critica o que chama de “cartel das multas”, termo usado para se referir ao aumento no número de radares e autuações na cidade. Para os integrantes, esse modelo não contribui para a educação no trânsito nem para o desenvolvimento urbano.

“Uma cidade com quase 500 anos de história não pode ser tratada apenas como fonte de arrecadação. Ilhéus precisa de políticas públicas que priorizem educação, mobilidade e respeito ao cidadão”, reforçou o professor.

Os organizadores defendem que os recursos arrecadados sejam investidos em sinalização, campanhas educativas, melhoria das vias e projetos de mobilidade urbana, fortalecendo a segurança no trânsito e a qualidade de vida da população.

O grupo afirma que continuará promovendo debates, encontros e ações públicas até que as informações solicitadas sejam divulgadas oficialmente pelo poder municipal.

Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Ilhéus não havia se manifestado sobre as demandas apresentadas .

sábado, 31 de janeiro de 2026

STJ determina retomada de inquérito sobre compra de respiradores por Rui Costa no período da pandemia

Segundo o Ministro Og Fernandes novas evidências justificam a retomada das investigações sobre os respiradores


O Jornal o Estado de São Paulo trouxe na edição de hoje 31 de janeiro, a informação que O ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a retomada do inquérito da Polícia Federal que apura irregularidades na compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste em 2020, época em que Rui Costa, atual ministro da Casa Civil, atuava como governador da Bahia e presidia o Consórcio Nordeste.

A investigação ganhou novo fôlego após a Procuradoria-Geral da República (PGR) sinalizar, em agosto do ano passado, a existência de novos fatos que poderiam ligar Rui Costa aos supostos crimes.

Na decisão da última sexta-feira (30), foi fixado que a investigação irá focar no prejuízo de R$ 48 milhões aos cofres públicos. Vale lembrar que o processo chegou a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro Flávio Dino.

A Polícia Federal terá um prazo de 90 dias para realizar novas diligências e reportar o andamento das apurações ao STJ. 

Angelo Coronel rompe com base do PT na Bahia e fala em deixar o PSD


O senador Angelo Coronel anunciou sua saída do PSD e o afastamento do grupo político comandado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi confirmada neste sábado (31), e encerra um impasse dentro da base governista da Bahia. Coronel informou que disputará a reeleição ao Senado em 2026 pelo campo de oposição no estado, o que pode indicar o União Brasil como destino do político.

A saída ocorre após uma crise interna no PSD baiano, intensificada depois da filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao partido. O movimento colocou Coronel e Otto Alencar em lados opostos e aprofundou a tensão após Caiado declarar apoio a ACM Neto na Bahia. Coronel foi acusado de procurar o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, sem conhecimento da direção estadual, o que levou Otto a classificar a situação como “difícil” e uma quebra de confiança.

Coronel chegou a comentar com interlocutores sobre as trativas para tentar dar um golpe e tomar o comando do partido, e afirmou que tudo não passava de uma “orquestração” contra ele e o senador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar. Desde então, Coronel vem sendo acusado de estar agido nos bastidores contra Otto e tentar mudar o posicionamento do PSD na Bahia, migrando o partido para a base de ACM Neto (União).

"Eu quero que fique bem claro isso para os baianos, eu saí do grupo porque não me deram a vaga que eu tenho direito. Eu fui defenestrado e eu não tenho sangue de barata. Se você não me quer, por que eu vou ficar do lado? Se você não me quer, praticamente não é uma expulsão. Automaticamente eu já fui destituído só faltando oficializar no Tribunal Regional Eleitoral.”

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Liderança e Experiência: Soane Galvão e Marão articulam ofensiva para salvar temporada de cruzeiros em Ilhéus*


Preocupados com o  cancelamento das escalas da MSC em 2027, deputada e ex-prefeito relembram superação de crises anteriores e garantem que luta pela economia regional continua.

ILHÉUS – O cenário turístico de Ilhéus vive um momento de tensão após o anúncio da MSC Cruzeiros sobre o cancelamento de escalas para a temporada 2026/2027. Diante da gravidade, a Deputada Estadual Soane Galvão e o ex-prefeito Mário Alexandre (Marão) manifestaram profunda preocupação com o impacto direto no sustento de milhares de famílias ilheenses.

A saída dos navios representa uma perda incalculável para a cidade. Somente na última temporada, o setor injetou quase R$ 5 milhões na economia local, sustentando cerca de 500 empregos indiretos. Benefícios que vão desde o aumento nas vendas do comércio e artesanato até a movimentação vital para taxistas, guias de turismo e o setor gastronômico.

As lideranças ressaltam que os desafios logísticos no Porto do Malhado não são de hoje. Na gestão de Marão, problemas similares surgiram e ameaçaram a permanência das operadoras. No entanto, o diferencial sempre foi a capacidade de articulação política.

"Mesmo diante de dificuldades no passado, nós nunca fugimos da luta. Com diálogo e as alianças certas em Salvador e Brasília, conseguimos manter Ilhéus no mapa dos grandes navios. Agora não será diferente", pontuou o ex-prefeito Marão.

A deputada Soane Galvão reafirmou que está em contato direto com o Governo do Estado para assegurar investimentos em infraestrutura portuária. Para o grupo, o cancelamento não deve ser visto como um fato consumado, mas como um desafio que será vencido com a mesma determinação que protegeu o setor em crises passadas.

"Temos as armas políticas em mãos e a experiência de quem já resolveu problemas maiores. Ilhéus voltará a brilhar nas rotas internacionais", concluiu a parlamentar