sexta-feira, 24 de julho de 2026

Ilhéus perde 300 moradias do Minha Casa, Minha Vida Rural

Marão lamenta exclusão e pede união em defesa da população do campo. 


A confirmação de que Ilhéus ficou fora da seleção do programa Minha Casa, Minha Vida Rural, motivou o ex-prefeito Mário Alexandre a se manifestar. Em tom de lamento, Marão destacou a importância das 300 moradias para agricultores e pescadores e lamentou a perda dessa oportunidade para famílias que dependem do programa para conquistar moradia digna. Ele ressaltou que o acesso à habitação é uma política pública essencial para garantir dignidade e melhores condições de vida às comunidades rurais.

"Espero que todos os esforços sejam feitos para que Ilhéus recupere essa oportunidade”, afirmou. 

"Quando o assunto é o bem da nossa população, especialmente daqueles que mais precisam, é momento de união e de diálogo. Tenho confiança de que o município poderá voltar a disputar esses investimentos e garantir esse direito às famílias da zona rural.” Avaliou. 

Para Marão, a habitação rural representa mais do que a construção de casas: é investimento em cidadania, desenvolvimento e valorização das pessoas que produzem e impulsionam a economia local. 


Adélia relembra resistência à implantação do Curso de Medicina da UESC

Professora integrou a comissão responsável pelo projeto


A professora e médica Adélia Pinheiro relembrou a resistência enfrentada pela Universidade Estadual de Santa Cruz para implantar o primeiro curso público de Medicina no interior da Bahia. Criada em 2001, a graduação abriu uma nova etapa na história da Uesc e ampliou o acesso à formação médica fora de Salvador.

Adélia integrou a comissão responsável pelo projeto. Na época, setores ligados à capital questionavam se uma universidade do interior teria condições de formar médicos com qualidade. A posição contrariava o desejo da população de Ilhéus, Itabuna e dos demais municípios da região.

Para Adélia, a resistência refletia uma visão centralizadora que negava ao interior o direito de protagonizar a formação de profissionais de saúde. “Os grupos conservadores, principalmente da capital, negavam esse protagonismo ao interior da Bahia. Isso não tem muito tempo. Essa resistência ocorreu no final do século passado”, afirmou a pré-candidata a deputada federal pelo PT, hoje (24), em entrevista ao Revista das Cidades, programa da Rede Portal e da rádio Terra do Sol FM, de Coaraci.

O projeto avançou depois de receber a chancela do Conselho Estadual de Saúde. A decisão encerrou a controvérsia institucional e permitiu à Uesc preparar a estrutura acadêmica necessária para abrir a primeira turma.

*MODELO DE ENSINO*

Para formatar o curso, o grupo responsável pela implantação escolheu a Aprendizagem Baseada em Problemas, conhecida pela sigla PBL. O modelo aproximava o estudante de situações concretas e integrava a formação clínica às necessidades de saúde da população. Tratava-se de uma metodologia inovadora no ensino médico brasileiro daquele período.

“Implantamos o curso dentro de um modelo avançado chamado PBL. Era um método que já vinha sendo recomendado para a formação médica”, explicou Adélia. A proposta pedagógica também provocou resistência. “Começou-se a dizer que não era bem Medicina, que era sanitarista”, recordou.

Os primeiros resultados ajudaram a desmontar as críticas. “Quando a primeira turma fez as provas de residência, teve uma alta aprovação. Depois, a avaliação nacional mostrou que o curso estava entre os principais do Brasil”, relatou Adélia.

A participação na implantação do curso integra uma trajetória de 32 anos de Adélia na Uesc. Ela ingressou na universidade por concurso público, em 1990. Além da docência, ocupou funções de gestão e chegou à reitoria. Depois, foi secretária de três pastas do Governo do Estado (Ciência, Tecnologia e Inovação; Saúde; e Educação).

Contorno de Ilhéus avança, e Marão defende retomada do protagonismo político do município


Ex-prefeito e pré-candidato a deputado estadual destaca importância da obra e defende maior articulação institucional para transformar investimentos em desenvolvimento, emprego e renda

A publicação do edital de licitação pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para a contratação integrada dos projetos e da execução das obras do Contorno de Ilhéus, na BR-415, representa um avanço para uma das intervenções de infraestrutura mais aguardadas do sul da Bahia.

A abertura das propostas está marcada para o dia 15 de setembro de 2026, por meio de concorrência eletrônica. Para o ex-prefeito de Ilhéus e pré-candidato a deputado estadual, Mário Alexandre, o avanço do processo deve ser celebrado, mas também reforça a necessidade de o município recuperar sua capacidade de articulação política e institucional.

"Ilhéus vive um momento decisivo. Uma obra dessa importância exige que a Prefeitura esteja presente, dialogando, planejando e construindo soluções ao lado dos governos estadual e federal. Quando a cidade perde essa capacidade de interlocução, deixa de aproveitar oportunidades que podem gerar emprego, desenvolvimento e melhorar a vida das pessoas. É preciso recuperar o protagonismo institucional de Ilhéus", afirmou Marão.

O ex-prefeito ressaltou ainda que grandes investimentos em infraestrutura precisam estar acompanhados de planejamento e articulação entre os diferentes níveis de governo.

"Durante nossa gestão, sempre buscamos manter uma relação sólida com os governos e as instituições, porque entendíamos que é assim que as cidades avançam. Não basta esperar que as obras aconteçam; é preciso participar, planejar e garantir que os benefícios cheguem à população", declarou.

Na avaliação de Marão, projetos estratégicos como o Contorno de Ilhéus, o Porto Sul e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) representam oportunidades para impulsionar o desenvolvimento regional.

"O Contorno, o Porto Sul e a FIOL representam oportunidades históricas. Cabe ao município estar preparado para transformar esses investimentos em mais empregos, renda, mobilidade e qualidade de vida", completou.

A licitação publicada pelo DNIT contempla a elaboração dos projetos básico e executivo de engenharia, além da execução das obras, marcando uma nova etapa para um empreendimento considerado estratégico para o futuro de Ilhéus e de todo o sul da Bahia.


quinta-feira, 23 de julho de 2026

Depois de críticas, Secretário de Comunicação pede demissão do governo de Jerônimo

A falta de uma comunicação mais efetiva do governo do estado, pode estar conectada aos números desfavoráveis de Jeronimo na corrida eleitoral


O secretário de Comunicação da Bahia Marcus Di Flora irá deixar o posto na gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O pedido foi feito nesta quinta-feira (23) e a confirmação do desligamento deve ser formalizado em breve. O pedido teria partido do próprio secretário e por "questões pessoais". 

Di Flora assumiu em março de 2025, logo após a abertura da vaga deixada por André Curvello, que foi secretário da Secom por 12 anos e foi anunciado no comando na comunicação da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) no ano passado. 


Neste periodo ele enfrentou críticas que vinham sendo feitas por setores politicos e por parte da midia bahiana pela fraca e pouco abrangente comunicação de jernonimo. Di Flora não vinha consguindo uma mudança significativa no desgaste deixado por Curvello que era visto como distante da realidade da mídia da Bahia principalmente no interior. 


Com a saída do secretário, o núcleo político da gestão estadual iniciou discussões sobre a sucessão no comando da Secom. Entre os nomes cotados estao secretário de Cultura, Bruno Monteiro, e o chefe de gabinete da pasta, Luciano Suedde. Nos bastidores, a avaliação é de que Suedde deve assumir o cargo, ao menos de forma provisória, por já integrar a estrutura da secretaria.

Segundo informações, existe a possibilidade de Marcus Di Flora assumir a coordenação da campanha da deputada federal Benedita da Silva (PT) ao Senado pelo estado do Rio de Janeiro nas eleições deste ano.

OAB Ilhéus participa de reunião com presidente do TJBA e reforça pautas estruturantes para a região


A OAB Subseção Ilhéus participou de reunião interinstitucional com o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, realizada em Ilhéus durante a 2ª edição do projeto Justiça em Território – Presença que Transforma.

Representando a Subseção, o presidente Jacson Cupertino levou ao chefe do Judiciário baiano demandas consideradas prioritárias para a advocacia e para a sociedade regional. Também participaram do encontro as representantes do Ministério Público, Dra. Alícia Violeta Botelho Passeggi e Darluze Ribeiro, além do Procurador-Geral do Município de Maraú, Dr. Adinaelson Quinto, e da Dra. Ludimilly Risele.

Entre os pontos debatidos, em pauta conjunta da OAB e do Ministério Público, estiveram a reinstalação da Comarca de Maraú e a instalação da 2ª Vara da Fazenda Pública em Ilhéus, medidas voltadas à ampliação do acesso à Justiça e à melhoria da estrutura jurisdicional na região.

Outras demandas da advocacia local também foram apresentadas, reafirmando o compromisso da OAB Ilhéus com a atuação institucional permanente em defesa das prerrogativas profissionais e do fortalecimento do sistema de Justiça.