terça-feira, 20 de outubro de 2026

Adélia reforça mobilização por lula a cindo dias do segundo turno

Professora defende presença nas ruas e nas redes e destaca importância das políticas sociais para o futuro do país


A cinco dias do segundo turno da eleição presidencial, a professora e médica Adélia Pinheiro reforçou o chamado à mobilização pela reeleição do presidente Lula. A atuação nas ruas, nas redes sociais e no diálogo com os eleitores ganha urgência na avaliação da petista, que concedeu entrevista ao podcast Super Blogs na noite de ontem (19).

“O dia 25 está perto, mas não chegou. Nós temos a missão de estar nas ruas, nas redes, nas mídias, nas rádios, falando de Lula, fazendo a defesa do nosso projeto de país”, afirmou. Também destacou a necessidade de conversar com quem não votou no primeiro turno, escolheu outros candidatos ou ainda considera votar em branco ou anular.

Para a ex-reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), a disputa envolve escolhas que afetam diretamente a vida da população e apontou a educação pública, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), a proteção social, a democracia e a soberania nacional como bases do projeto que defende.

“Não é tudo igual. Nós estamos disputando um projeto de país”, declarou, citando o Bolsa Família e o Pé-de-Meia entre as políticas que ampliam oportunidades e ajudam a garantir dignidade às famílias.

A professora também relacionou a defesa dos serviços públicos à realidade dos trabalhadores autônomos e dos pequenos empreendedores. Ao abordar situações em que o sustento depende do trabalho diário, fez uma pergunta: “Se você adoecer, quem vai pagar as suas contas?”. Segundo a professora, entender-se trabalhador é o primeiro passo para a tomada de consciência de classe.

Adélia criticou a postura de Flávio Bolsonaro no debate presidencial de domingo (18). Na avaliação dela, o adversário de Lula privilegiou ataques pessoais e deixou de apresentar projetos para o Brasil. A ex-secretária estadual de Saúde também relatou dificuldades enfrentadas pela Bahia durante o governo de Jair Bolsonaro, especialmente no financiamento de serviços de saúde, inclusive durante a pandemia.

*ILHÉUS E CONTINUIDADE DA ATUAÇÃO POLÍTICA*

A entrevista abordou ainda os investimentos estaduais em Ilhéus. Adélia mencionou escolas em construção, intervenções viárias e obras de contenção de encostas para contestar a afirmação de que o governo Jerônimo Rodrigues teria abandonado o município. Também cobrou da Prefeitura a execução das intervenções nas encostas sob responsabilidade municipal, diante dos riscos agravados pelas chuvas.

Ao comentar o resultado eleitoral, agradeceu os 19.977 votos recebidos em Ilhéus, onde foi a candidata a deputada federal mais votada, e destacou que obteve votos em 391 municípios baianos, passando de 36 mil. Ela reafirmou que seguirá na política, na defesa de Ilhéus, da região cacaueira e da Bahia, dentro de uma construção coletiva.

“Eu não tenho projeto nenhum que seja individual. Eu participo de uma construção política de conjunto”, afirmou.

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