Para a presidente da sigla Camile Maltez, a tentativa da Prefeitura de transformar o episódio em perseguição política é “desonesta com a população”
A presidenta do PT de Ilhéus, Camile Maltez, criticou duramente a tentativa de desinformação construída pela gestão municipal após a confirmação de que Ilhéus ficou de fora da captação de recursos diretos do Governo do Estado da Bahia para os festejos juninos de 2026. Parte das manchetes divulgadas tentou sustentar uma narrativa de perseguição política por parte do Governo do Estado, o que, segundo a dirigente petista, é uma afirmação irresponsável e sem respaldo nos documentos oficiais.
De acordo com informações da Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Sufotur), órgão responsável pelo edital, o município foi inabilitado por descumprir exigências previstas no processo, entre elas a não apresentação correta da Declaração Unificada, documento obrigatório para habilitação.
Para Camile Maltez, a tentativa da Prefeitura de transformar o episódio em perseguição política é “desonesta com a população”.
“Ilhéus não ficou de fora por perseguição do Governo do Estado. Ficou de fora porque a Prefeitura não conseguiu cumprir exigências básicas do edital. É inadmissível que uma cidade do tamanho de Ilhéus continue perdendo investimentos por falhas administrativas e incompetência na gestão”, afirmou a presidenta.
A dirigente petista também lembrou que esta não é a primeira vez que o município perde oportunidades por irregularidades técnicas e documentais e destacou que a situação fiscal e administrativa da cidade já era de conhecimento público durante as eleições de 2024.
“O prefeito Valderico e sua equipe sempre tiveram conhecimento sobre a realidade financeira, fiscal e administrativa do município. Em quase dois anos de gestão, não cabe mais a desculpa da falta de informação. Ele foi eleito porque a população acreditou na sua capacidade de enfrentar e resolver os problemas da cidade. O que não pode acontecer agora é a criação de factoides políticos para esconder desorganização administrativa. Quem paga essa conta é o comércio, o turismo, a cultura e o povo de Ilhéus”, concluiu.

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