segunda-feira, 4 de agosto de 2025

China quer comprar todo o café que for possível do Brasil

Fachada de uma das lojas da Cafeteria Luckin Coffee que 21 mil unidades na China

A China autorizou 183 empresas brasileiras a exportarem café ao país, medida que entrou em vigor em 30 de julho e tem validade de cinco anos.  A concessão ocorre no vácuo deixado por Washington. 

A Embaixada da China no Brasil anunciou neste sábado (2/08) por meio de uma nota no X (antigo Twitter)  esta permissão para exportarmos ao mercado chinês toda nossa produção. 

Segundo o comunicado, a medida entrou em vigor em 30 de julho de 2025, mesma data que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou o decreto que oficializa tarifas de 50% a produtos do Brasil, o que inclui o café.

A população chinesa está aprendendo a tomar café e a paisagem urbana tem sido transformada pela proliferação de cafeterias. Em 2023, o número de cafeterias na China ultrapassou 390 mil, quase dobrando em relação ao ano anterior.

A Starbucks, que entrou no mercado chinês em 1999, opera atualmente mais de 7.500 lojas no país, tornando-se seu segundo maior mercado global. No entanto, enfrenta forte concorrência de marcas locais como a Luckin Coffee, que já conta com mais de 21 mil lojas, adotando estratégias de preço agressivas e foco em tecnologia para atrair consumidores.

A estimativa é que o mercado chinês seja o de maior crescimento potencial no mundo: 17% ao ano. É fácil de se imaginar porque: mesmo que o consumo de café per capita ainda seja baixo, cerca de 16 xícaras per cápta,  a China tem entre 500 e 600 milhões de potenciais tomadores de café.

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