quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Investigações apontam reviravolta no caso da morte do soldado Maurício Dantas em Ilhéus

Imagem Ilustrativa

As investigações sobre a morte do soldado da Rondesp Sul, Maurício Dantas dos Santos, assassinado em 26 de julho de 2026 na zona rural de Ilhéus, ganharam novos contornos após a Polícia Civil e o Ministério Público da Bahia afastarem a suspeita contra Kauan de Jesus Ferreira, que havia sido apontado inicialmente como o autor do disparo fatal. O militar de 36 anos foi baleado no tórax durante uma tentativa de abordagem a dois suspeitos em uma motocicleta na estrada vicinal do distrito de Santo Antônio, logo após o encerramento do policiamento em uma festa local. Apesar de ter sido socorrido e levado ao Hospital Regional Costa do Cacau, o soldado sofreu paradas cardiorrespiratórias e não resistiu aos ferimentos.

A decisão de não indiciar Kauan baseou-se em um conjunto de provas técnicas robustas apresentadas pela defesa que comprovaram sua inocência. Entre os principais fatores considerados pela 10ª Promotoria de Justiça de Ilhéus estão os dados de geolocalização do GPS da motocicleta do jovem e imagens de câmeras de segurança, que atestaram que o veículo permaneceu estacionado no bairro Nelson Costa durante todo o período do confronto. Além disso, nenhum dos policiais militares presentes na ação reconheceu o investigado na cena do crime, e o laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) não conseguiu identificar com precisão o projétil responsável pela morte do militar, impossibilitando qualquer vínculo balístico.
Com a exclusão do primeiro suspeito, que já havia se apresentado voluntariamente para colaborar com as autoridades e entregar seu aparelho celular, a pergunta fundamental permanece: quem matou o soldado Dantas? O inquérito policial segue em andamento sob sigilo, e as forças de segurança pública continuam realizando diligências para identificar a identidade dos dois verdadeiros ocupantes da motocicleta que reagiram à abordagem e efetuaram os disparos. Paralelamente, a Polícia Militar da Bahia mantém um procedimento administrativo interno para avaliar os protocolos operacionais adotados pelas equipes durante a trágica madrugada.

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