sexta-feira, 1 de maio de 2026

Itabuna comemora avanços na destinação de resíduos sólidos e 5º ano de fechamento do lixão


Há cinco anos, Itabuna virava uma triste página em sua história. No dia 3 de maio de 2021, o prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), assinou a Ordem de Serviço que autorizou a Central de Valorização de Resíduos (CVR) Costa do Cacau a atender à demanda de tratamento, valorização e disposição final dos resíduos, atendendo a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Com isso, o município deu um grande passo na conservação ambiental e nas melhorias das condições de saúde da população com a destinação dos resíduos sólidos domiciliares e volumosos para aterro sanitário mantido pela CVR Costa do Cacau, licenciado e certificado pelos órgãos ambientais.

Antes dessa medida, os resíduos eram destinados ao antigo lixão, existente há mais de 50 anos, que funcionava em um terreno a 10 quilômetros do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, na chamada “Volta da Cobra”, com impactos negativos sobre a saúde das pessoas do entorno e as que atuavam naquele local, além da população em geral, com a contaminação do solo, água e ar.

O prefeito recordou que por meio de uma ação integrada as pessoas que trabalhavam no lixão foram redirecionadas para Associação de Agentes Ambientais e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis (AACRRI), depois de certificadas por um curso de capacitação oferecido pela Prefeitura de Itabuna, através das secretarias de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS), de Infraestrutura e Urbanismo (SIURB) e do Planejamento (SEPLAN), contando com o apoio da Defensoria Pública da Bahia (DPE-BA).

Além de atender à legislação, o prefeito Augusto Castro determinou integral atenção para cerca de 100 famílias que trabalhavam e até residiam no lixão em situação degradante. Cada uma recebeu auxílio financeiro no valor de R$ 700,00 por mês durante seis meses, através de uma parceria do município com a CVR Costa do Cacau, aluguel social e cestas básicas da SEMPS, depois de cadastradas pela Defensoria Pública do Estado.

“O fim do lixão e a criação da AACRRI proporcionou uma vida digna àquelas famílias que tiravam seus sustentos como “badameiros” de uma forma desumana. Essas pessoas tiveram suas vidas transformadas e, atualmente, são agentes ambientais que passaram a trabalhar com dignidade e deixaram de ser invisíveis”, afirma Augusto.

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