quarta-feira, 13 de maio de 2026

Prefeitura de Ilhéus fecha contrato milionário com empresa de Goiás para merenda escolar sem licitação

Gestão Valderico Júnior fecha novo contrato de mais de 11 milhões para merenda escolar sem licitação própria e revolta cresce em Ilhéus



A gestão do prefeito Valderico Júnior voltou ao centro das críticas após a publicação de um novo contrato milionário para alimentação escolar no Diário Oficial do Município. O valor chama atenção: R$ 11.258.113,33 para apenas cinco meses de serviço, o que representa um gasto médio superior a R$ 2,2 milhões por mês com a merenda da rede municipal.

O contrato foi firmado pela Secretaria Municipal de Educação de Ilhéus com uma empresa do estado de Goiás, através de adesão a uma ata de registro de preços do município de Senador Canedo-GO. Na prática, a prefeitura mais uma vez opta por “pegar carona” em contrato de outra cidade ao invés de apresentar uma licitação própria e definitiva para atender os estudantes ilheenses.

O problema é que a gestão já caminha para quase um ano e meio de governo e, até agora, não conseguiu concluir um processo licitatório regular para a merenda escolar. Enquanto isso, contratos emergenciais e adesões milionárias seguem sendo publicados em sequência, levantando questionamentos sobre planejamento, transparência e eficiência administrativa.

A situação causa indignação porque quem acaba pagando a conta da desorganização é justamente o aluno da rede pública. Em muitas escolas, pais e estudantes seguem reclamando da qualidade da alimentação e da instabilidade no fornecimento da merenda, enquanto os números publicados no Diário Oficial impressionam cada vez mais.

Nos bastidores políticos, cresce a pressão sobre a gestão Valderico Júnior para explicar por que, após tantos meses de administração, a prefeitura ainda não conseguiu estruturar uma contratação definitiva para um serviço considerado básico e essencial dentro da educação pública.

Para críticos da administração municipal, o cenário escancara uma gestão que continua funcionando na base do improviso, mesmo diante de contratos milionários bancados com dinheiro público.

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