A gestão do prefeito Valderico Júnior voltou ao centro das críticas após a publicação de um novo contrato milionário para alimentação escolar no Diário Oficial do Município. O valor chama atenção: R$ 11.258.113,33 para apenas cinco meses de serviço, o que representa um gasto médio superior a R$ 2,2 milhões por mês com a merenda da rede municipal.
O contrato foi firmado pela Secretaria Municipal de Educação de Ilhéus com uma empresa do estado de Goiás, através de adesão a uma ata de registro de preços do município de Senador Canedo-GO. Na prática, a prefeitura mais uma vez opta por “pegar carona” em contrato de outra cidade ao invés de apresentar uma licitação própria e definitiva para atender os estudantes ilheenses.
O problema é que a gestão já caminha para quase um ano e meio de governo e, até agora, não conseguiu concluir um processo licitatório regular para a merenda escolar. Enquanto isso, contratos emergenciais e adesões milionárias seguem sendo publicados em sequência, levantando questionamentos sobre planejamento, transparência e eficiência administrativa.
A situação causa indignação porque quem acaba pagando a conta da desorganização é justamente o aluno da rede pública. Em muitas escolas, pais e estudantes seguem reclamando da qualidade da alimentação e da instabilidade no fornecimento da merenda, enquanto os números publicados no Diário Oficial impressionam cada vez mais.
Nos bastidores políticos, cresce a pressão sobre a gestão Valderico Júnior para explicar por que, após tantos meses de administração, a prefeitura ainda não conseguiu estruturar uma contratação definitiva para um serviço considerado básico e essencial dentro da educação pública.
Para críticos da administração municipal, o cenário escancara uma gestão que continua funcionando na base do improviso, mesmo diante de contratos milionários bancados com dinheiro público.

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