Durante um evento na Flórida, o presidente dos EUA ameaçou pressionar Cuba militarmente depois que a guerra no Irã se encerrar.
| O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel |
Em resposta, o líder cubano ressaltou a soberania da Ilha e afirmou que “nenhuma agressor encontrará rendição em Cuba”.
Trump ordenou, na sexta-feira (1º), a imposição de novas sanções destinadas a asfixiar o governo de Cuba. O anúncio coincidiu com o Dia dos Trabalhadores, marcado na ilha por uma manifestação em Havana para "defender a pátria" e denunciar as ameaças de agressão militar dos Estados Unidos. Também na sexta-feira, Donald Trump afirmou durante um evento na Flórida que poderia "assumir" Cuba "quase imediatamente" após o fim da guerra contra o Irã.
As novas sanções, detalhadas em um decreto presidencial, dirigem-se especificamente a bancos estrangeiros que colaboram com o governo cubano e impõem restrições migratórias. As medidas visam aumentar a pressão sobre Havana, mergulhada em uma grave crise econômica devido ao bloqueio petrolífero imposto por Washington
"Nenhuma pessoa honesta pode aceitar a desculpa de que #Cuba seja uma ameaça para esse país", acrescentou, acusando Washington de ter uma "conduta intimidatória e arrogante".
Dia do Trabalhador
O anúncio de novas sanções coincidiu com o Dia dos Trabalhadores, que Cuba celebrou com um desfile em frente à embaixada americana em Havana. O líder revolucionário Raúl Castro, de 94 anos, e o presidente Miguel Díaz-Canel participaram do ato.
Sob o lema "defendemos a pátria", o governo convocou trabalhadores de empresas estatais, funcionários públicos e membros do Partido Comunista de Cuba, a se reunirem ao amanhecer em uma praça do Malecón, a avenida à beira-mar de Havana, em frente à embaixada americana, no que foi chamado de "plataforma anti-imperialista". As autoridades disseram que centenas de milhares de pessoas participaram do ato.
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