quinta-feira, 16 de abril de 2026

Bebeto Galvão e dirigentes sindicais representam classe trabalhadora da Bahia na CONCLAT 2026


Brasília foi palco, na última quarta-feira (15), do mais importante encontro de articulação sindical do país: a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT 2026). Como parte da agenda, o presidente Lula se reuniu no Palácio do Planalto com 30 dirigentes sindicais de todo o Brasil para apresentar os encaminhamentos do governo. Entre eles, representando a Bahia, esteve o pré-candidato a deputado federal Bebeto Galvão, que acompanhou em primeira mão os anúncios históricos feitos pelo chefe do Executivo.

O encontro contou ainda com as presenças do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos ministros Guilherme Boulos, José Guimarães e Luiz Marinho. Em entrevista durante o evento, Bebeto disparou contra os setores que tentam desmobilizar a categoria.

"No Brasil, nós estamos vivendo um certo terrorismo apresentado por setores da imprensa e setores do empresariado, que fazem o que fizeram em outros períodos”. E acrescentou. “Disseram que o fim da escravidão representaria o fim da atividade produtiva, o fim da produção agrícola para exportação. E dando um salto na história, fizeram o mesmo com a redução da jornada de 48 para 44 horas, dizendo que o Brasil quebraria, que haveria fuga de capitais e demissão em massa. E nada disso se configurou. Agora, mais uma vez, fazem uma chantagem pública".

Bebeto também enfatizou o impacto social da medida, especialmente sobre as mulheres. "Os trabalhadores ficam numa jornada 6x1, com um prejuízo muito maior para as mulheres que, chefiam mais da metade dos lares brasileiros e só dispõem de um dia na semana para cuidar dos filhos, da educação e da saúde. Isso significa que elas sofrem uma jornada mais exaustiva e carregam sozinhas o peso econômico, emocional e social de suas famílias”.

Na ocasião, Lula apresentou os fundamentos para o fim da escala 6x1 e a instituição da jornada de 40 horas semanais sem redução salarial, além de assinar, diante dos presentes, o documento para regulamentar a norma 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que assegura aos sindicatos o direito à negociação coletiva no serviço público federal, estadual e municipal. A reunião também serviu para que as centrais sindicais entregassem a Pauta da Classe Trabalhadora, com 68 propostas para o período de 2026 a 2030.

Bebeto definiu o momento como decisivo para o país. “Precisamos promover uma verdadeira revolução cultural no Brasil, transformando as referências que hoje, infelizmente, estão marcadas pela violência e pela desordem. Essa mudança não é apenas desejável, ela é necessária. E esse também é um papel fundamental do Parlamento. Nós esperamos que o parlamento seja capaz de compreender o que a grande maioria da população brasileira quer. E os números são claros. Cerca de 80% dos brasileiros desejam o fim desse cenário que tanto nos prejudica. O presidente Lula já encaminhou o tema em regime de urgência”.

A força da mobilização, porém, também foi demonstrada na Marcha da Classe Trabalhadora, que tomou a Esplanada dos Ministérios com a participação de cerca de 10 mil pessoas de todas as regiões do país. Ao lado de Bebeto, marcaram presença no ato o presidente da Força Sindical Bahia, Emerson Gomes, o presidente do SINTEPAV Bahia, Irailson Warneaux (Gazo), bem como outras lideranças sindicais do estado.

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