terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Trump chantegeia o mundo e quer colonizar a Groelândia como no século 19


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escalou ainda mais o conflito em torno da posse da Groenlândia com seus aliados europeus nesta terça-feira (20). Criticou o Reino Unido e vazou mensagens recebidas do presidente da França, Emmanuel Macron, e do secretário-geral da Otan, Mark Rutte.

Além disso, ele ameaçou na noite de segunda (19) o francês com 200% de tarifas de importação sobre o vinho e o champanhe do país europeu caso ele não aceite ingressar no chamado Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, iniciativa do americano que visa escantear a ONU na reconstrução do território palestino.

A ilha autônoma dinamarquesa tem grande valor estratégico e econômico e, embora os EUA já tenham lá uma importante base militar e acesso a recursos minerais desde 1951, agora Trump a tornou uma prioridade. "Não tem volta", escreveu na sua rede Truth Social, sobre o desejo de anexá-la.

Literalmente desenhando suas intenções, postou duas imagens. Numa, produzida por inteligência artificial, ele planta a bandeira americana na ilha ao lado do secretário Marco Rubio (Estado) e do vice, J. D. Vance, com uma placa indicando: "Groenlândia - Território dos EUA - Estabelecido em 2026".

Noutra, a ilha aparece sob a bandeira americana no local onde havia um mapa da Ucrânia em reunião que Trump teve sobre a guerra com líderes europeus na Casa Branca, no ano passado.

Em outra postagem nesta madrugada, Trump mirou o Reino Unido, ironicamente chamado de "brilhante aliado" na Otan. Disse que a decisão britânica de ceder o arquipélago de Chagos, no Índico, às Ilhas Maurício, foi "um ato de grande estupidez"

"Eu vou colocar uma tarifa de 200% nos seus vinhos e champanhes e ele vai aderir, mas ele não tem de fazer isso", afirmou. Nesta terça, o Ministério da Agricultura da França chamou a fala de chantagem.

Por fim, Trump tratou do holandês Rutte, um dos líderes europeus que mais buscam adular o líder americano. Disse ter tido uma "ótima conversa" por telefone com ele sobre o caso da Groenlândia, e que irá realizar uma reunião sobre o tema em Davos.

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