segunda-feira, 15 de setembro de 2025

DNA de preso por mortes de mulheres em Ilhéus não é encontrado nos corpos das vítimas


Embora a polícia tenha apresentado um autor confesso, o assassinato brutal de três mulheres enquanto caminhavam na Praia dos Milionários, em Ilhéus, ainda é um quebra-cabeça difícil de montar. Uma das peças que não se encaixa é o fato de o DNA de Thierry Lima da Silva, de 23 anos, preso dias depois, não ter sido encontrado nos corpos das vítimas, tampouco nas três facas analisadas como prováveis armas do crime. O caso completa nesta segunda-feira (15) um mês.

Por conta da complexidade do caso, as amostras de DNA são analisadas na sede do Departamento de Polícia Técnica (DPT), em Salvador. Após o primeiro descartar que as vítimas foram estupradas e apontar ausência do material genético de quatro pessoas (três homens e uma mulher) tanto nas vítimas quanto no local das mortes, um novo exame — realizado depois do dia 25 de agosto, quando Thierry foi preso — teve o resultado divulgado na última quinta-feira (11). O laudo apresentou a mesma conclusão em relação a ele e a outros três suspeitos submetidos à análise.

“Não foi encontrado DNA dele (Thierry) e nem dos demais nos objetos recolhidos do local. Em crimes com arma branca, geralmente fica sangue misturado do autor, cortes comuns ao usar faca em briga. Se ele é réu, confesso, deve ter dito onde enterrou a faca. Como não acharam ainda?”, questiona um dos peritos criminais do DPT, com base nas informações divulgadas pela polícia. Segundo a fonte, o resultado foi também negativo para as digitais dos acusados nas três facas apresentadas pela Polícia Civil (PC) no inquérito. No dia 12 deste mês, novas amostras foram encaminhadas ao DPT.

Procurada, a Polícia Civil enviou uma nota. No documento, "esclarece que aguarda a conclusão e apresentação de todos os laudos periciais de análises genéticas sobre as investigações das mortes ocorridas na praia de Ilhéus, de três mulheres, cujos corpos foram localizados no dia 16 de agosto".

"Um homem preso em flagrante por tráfico de drogas e que teve um mandado de prisão preventiva cumprido pelo homicídio do companheiro Lucas dos Santos Nascimento, continua sendo investigado pelas mortes de Maria Helena do Nascimento Bastos, Mariana Bastos da Silva e Alexsandra Oliveira Suzart, uma vez que ainda não existem elementos comprobatórios suficientes e conclusivos para afastá-lo da suspeita", diz o texto.

A PC disse ainda que outras pessoas também figuram como investigadas no âmbito do Inquérito Policial. "Para não comprometer as apurações em curso, as demais diligências investigativas seguem em sigilo", finaliza a nota.

Fonte Correio

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